A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina mantém o monitoramento constante das doenças respiratórias na cidade. Dados recentes indicam que diferentes vírus, como o vírus sincicial respiratório (VSR), influenza A e B, rinovírus e adenovírus, estão em circulação no município.
De acordo com o Boletim das Síndromes Respiratórias divulgado nesta quarta-feira (1º), foram registrados dois novos óbitos: uma criança de um ano e uma pessoa de 61 anos, ambos com comorbidades. Com isso, Londrina soma 26 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2024, sendo 15 casos sem causa específica, seis por influenza e cinco por VSR. Não houve registros de óbitos por COVID-19 no período analisado. Os dados ainda são preliminares e estão em constante atualização.
A diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Fabrin, alerta para a necessidade de atenção redobrada, principalmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Ela reforça a importância da vacinação contra a influenza, disponível nas Unidades Básicas de Saúde e em ações externas para toda a população acima de seis meses de idade. “A vacina é a forma mais eficaz de evitar casos graves e óbitos”, enfatiza.
Apesar das campanhas, a cobertura vacinal permanece baixa. Entre as crianças de seis meses a cinco anos, apenas 38% foram vacinadas. Entre os idosos, a cobertura chegou a 57%, ainda abaixo da meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde.
O boletim aponta que, na última semana, cerca de 31% dos atendimentos no Pronto Atendimento Infantil (PAI) foram motivados por sintomas de síndromes respiratórias, totalizando 776 casos entre 2.258 crianças atendidas. Nos prontos atendimentos gerais, 15% dos casos estavam relacionados a síndromes respiratórias, com 14 internações de adultos e 20 de crianças.
A Vigilância em Saúde reforça recomendações para evitar o contágio: pessoas com sintomas devem evitar contato com grupos vulneráveis, manter a higiene das mãos e cobrir o rosto ao tossir ou espirrar. Em caso de agravamento dos sintomas, como dificuldade para respirar ou febre persistente, é recomendado buscar atendimento médico.
Fonte: blog.londrina.pr.gov.br









