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UEL licencia biofungicida inovador para controle de doenças em plantas

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) firmou dois contratos com a FMC Corporation, uma multinacional de destaque no setor agrícola, para a transferência de um biofungicida desenvolvido pelo Laboratório de Biotecnologia Microbiana (LABIM). O acordo garante à empresa o acesso à tecnologia pelo valor de R$ 1 milhão, além do pagamento anual de royalties à universidade.

A solução, baseada na bactéria Bacillus velezensis LABIM22, foi criada para combater a ferrugem-asiática da soja, uma das principais ameaças à cultura no Brasil e no mundo. O produto, registrado como Patente Verde junto ao INPI, destaca-se pelo caráter sustentável e inovador, sendo a primeira patente desse tipo concedida à UEL.

O biofungicida foi testado em campo e demonstrou eficácia não apenas contra a ferrugem-asiática, mas também no controle de outras doenças fúngicas em diferentes culturas. Segundo o professor Admilton Gonçalves de Oliveira Júnior, coordenador do LABIM, a tecnologia oferece uma alternativa sustentável aos fungicidas químicos tradicionais, contribuindo para uma produção agrícola mais responsável.

O primeiro contrato garante à FMC o licenciamento exclusivo da tecnologia, incluindo transferência de know-how e pagamento de royalties sobre as vendas globais do produto. Os recursos serão distribuídos conforme a política de propriedade intelectual da UEL, beneficiando a instituição, fundos de pesquisa e os inventores.

O segundo acordo prevê a continuidade do desenvolvimento industrial do biofungicida, com foco em pesquisa, validação e escalonamento produtivo, visando a futura comercialização. A FMC já iniciou o processo de pré-marketing e a implantação de uma planta-piloto para produção em escala industrial. A comercialização depende ainda da aprovação dos órgãos reguladores como Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama.

Inicialmente, o produto será direcionado ao mercado brasileiro, com planos de expansão para outros países da América Latina. Durante a assinatura dos contratos, o Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, destacou a importância da parceria entre universidade e setor produtivo para o desenvolvimento econômico e científico da região.

Fonte: operobal.uel.br

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