A Universidade Estadual de Londrina (UEL) passa a integrar o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM) de Londrina, reforçando o compromisso da instituição com o combate à violência de gênero e a promoção de políticas públicas para mulheres. A professora Paula Marques, do Departamento de Psicologia Social e Institucional, assume uma das cadeiras como titular, tendo como suplente a docente Silvana Mariano, do Departamento de Ciências Sociais.
A nova gestão do CMDM, eleita durante a XII Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, terá como principal missão a elaboração do Plano Municipal de Políticas para as Mulheres para o período de 2027 a 2030. O processo de construção do plano começa em agosto, com previsão de conclusão até dezembro de 2026, garantindo a continuidade das ações após o término do plano atual.
Segundo Paula Marques, a participação da UEL no Conselho destaca a importância da universidade pública no desenvolvimento de políticas de ensino, pesquisa e extensão alinhadas às demandas sociais locais. Ela ressalta que a aproximação com o CMDM permite que questões concretas das mulheres de Londrina sejam incorporadas aos currículos, pesquisas e projetos da universidade.
A atuação da UEL no CMDM está em sintonia com o Plano de Desenvolvimento Institucional da universidade, que prioriza a integração entre ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços à comunidade. Entre os objetivos estão a defesa dos direitos humanos, o enfrentamento das violências de gênero e a ampliação da articulação com órgãos públicos e segmentos sociais.
Silvana Mariano destaca que a presença da UEL no Conselho cria um canal direto entre a academia e a sociedade, permitindo que demandas locais sejam atendidas com soluções práticas e formação de equipes capacitadas. A universidade oferece suporte técnico, científico e formativo, além de colaborar na elaboração de protocolos, fluxos de atendimento e ações educativas para prevenção da violência.
A elaboração do novo plano municipal será baseada em cerca de 400 propostas coletadas durante as pré-conferências, abrangendo temas como enfrentamento ao feminicídio, saúde integral, autonomia econômica, educação para igualdade e controle social. O desafio da próxima gestão será garantir orçamento e equipes para implementar políticas que alcancem mulheres em situação de maior vulnerabilidade.
As representantes da UEL destacam ainda a força política da maioria feminina no Conselho, composta por mulheres de diferentes trajetórias e territórios, o que contribui para a construção de políticas públicas mais representativas e eficazes para a realidade local.
Fonte: operobal.uel.br










