No segundo turno das eleições, muitos pais e responsáveis decidiram levar crianças às seções eleitorais para mostrar, na prática, como funciona a democracia brasileira. Embora o voto seja facultativo a partir dos 16 anos e obrigatório dos 18 aos 70, a presença dos pequenos nas zonas eleitorais foi notável.
A publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli, por exemplo, fizeram questão de levar o filho e até o cachorro da família ao Centro de Ensino Médio Paulo Freire, em Brasília. Para Polyana, envolver o filho nesse momento é fundamental para que ele entenda a importância de participar do futuro do país.
Luísa Malagoli destacou que o exercício do voto é um dos deveres mais relevantes do cidadão e que é essencial ensinar desde cedo a importância de cobrar ações dos representantes eleitos, como vereadores e deputados.
Já Elizabete Queiroz Gomes, analista de departamento pessoal, levou as filhas Emanuelle e Luna para acompanhá-la na votação no Varjão, também no Distrito Federal. Ela reforçou o valor do voto feminino, lembrando que as mulheres conquistaram esse direito apenas em 1932, e ressaltou a necessidade de ensinar as futuras gerações sobre a relevância da participação política.
Na mesma região, Siomara Chao, de 59 anos, levou o neto Iyaz, de 4 anos, para vivenciar o ambiente democrático, mesmo que o menino ainda não compreenda totalmente o processo. Para ela, votar é um ato de cidadania que busca garantir um futuro melhor para filhos e netos.
Outro exemplo é o de Nilsemar Ferreira da Silva, que levou o filho Arcanjo Miguel, de 7 anos, ao local de votação. Ele acredita que, mesmo sem entender completamente, o filho já começa a se familiarizar com o significado do voto e da política, além de desejar um país mais seguro e com melhor educação para as crianças.
Essas iniciativas mostram que, além de exercer o direito ao voto, muitos eleitores estão preocupados em transmitir valores democráticos e cidadania para as próximas gerações.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



