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Fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho geram reações entre sindicatos e setor empresarial

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas provocou diferentes reações entre entidades sindicais e empresariais no Brasil.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) celebrou a mudança, classificando o fim da escala 6×1 como um avanço importante para os trabalhadores. Segundo a entidade, a nova regra representa uma conquista significativa para a classe trabalhadora, que agora terá mais tempo para lazer, família e cuidados pessoais.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) demonstrou preocupação com os possíveis impactos econômicos da medida. A entidade considera a mudança um retrocesso, destacando que a redução da jornada pode elevar custos de produção e afetar a competitividade das empresas brasileiras. O presidente da CNI, Ricardo Alban, sugeriu que o Congresso Nacional reavalie a decisão, especialmente diante de possíveis consequências como aumento da inflação e redução do Produto Interno Bruto (PIB).

A Força Sindical também se manifestou favorável à PEC, ressaltando que o diálogo democrático foi fundamental para a aprovação. A central acredita que a redução da jornada pode melhorar a produtividade e criar novas oportunidades de emprego, baseando-se em experiências internacionais.

Por outro lado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lamentou que o tema tenha sido debatido durante o período eleitoral, defendendo uma análise técnica mais aprofundada sobre os impactos da medida nos setores de comércio, serviços e turismo.

Estudos sobre os efeitos econômicos da redução da jornada ainda divergem. Enquanto algumas pesquisas apontam para impactos negativos no PIB e na inflação, outras sugerem que os efeitos podem ser limitados. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que o aumento do custo para as empresas pode variar entre 1% e 6,6%, dependendo do setor.

A PEC aprovada prevê que, 60 dias após sua promulgação, as empresas deverão adotar a escala 5×2, com redução da jornada máxima para 42 horas semanais. Após mais 12 meses, a jornada será ajustada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial e com descanso remunerado de dois dias por semana.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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