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Brasil inicia análise de resposta a tarifas dos EUA e busca diálogo diplomático

O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (13) a abertura de um processo formal para avaliar possíveis respostas às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A medida segue a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, que permite ao Brasil adotar contramedidas proporcionais em casos de prejuízo econômico causado por ações unilaterais de outros países.

A decisão foi tomada após a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) compartilhar o pedido com os membros do Comitê-Executivo de Gestão. Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores notificará o governo norte-americano e solicitará a abertura de consultas diplomáticas, buscando mitigar ou reverter os efeitos das tarifas e evitar a necessidade de retaliações imediatas.

O processo não implica a adoção automática de tarifas ou outras medidas contra produtos dos EUA. O governo brasileiro irá analisar se as ações norte-americanas justificam respostas previstas na legislação, como imposição de tributos, restrições a importações ou suspensão de concessões comerciais.

As novas tarifas dos EUA, implementadas a partir de julho, afetam cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras, incluindo produtos como ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol e máquinas. O governo dos EUA justificou as medidas alegando práticas comerciais inadequadas e preocupações com trabalho forçado.

O Brasil já havia solicitado consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), argumentando que as tarifas são incompatíveis com as normas internacionais. Os EUA aceitaram participar dessas discussões. O governo brasileiro reforça que continuará defendendo o multilateralismo, a reforma da OMC e a diversificação de parcerias comerciais, além de manter apoio aos setores afetados por meio do Plano Brasil Soberano.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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