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Projeto no Paraná reduz uso de pesticidas e aumenta produção de uvas com sistema protegido

O Paraná, um dos principais estados produtores de uva do Brasil, alcançou uma produção de quase 46 mil toneladas em 2024. No entanto, a viticultura local enfrenta desafios devido à deriva de pesticidas vindos de outras culturas, como o soja, que podem causar perdas significativas na produção de uvas.

Para enfrentar esse problema, um projeto coordenado pelo professor Sérgio Ruffo Roberto, do Departamento de Agronomia, propõe inovações para tornar a produção de uvas mais sustentável e produtiva. A principal estratégia é a utilização de lonas plásticas transparentes para cobrir os parreirais, protegendo as plantas tanto da ação de pesticidas transportados pelo vento quanto do excesso de chuvas.

O uso da lona plástica, além de evitar o contato das uvas com herbicidas, também reduz a incidência de doenças fúngicas, já que impede que as folhas fiquem molhadas pela chuva. A irrigação das plantas passa a ser feita de forma controlada, diretamente no solo, mantendo as folhas secas e saudáveis.

Outra medida do projeto é a instalação de cercas vivas ao redor dos parreirais, que funcionam como barreira natural contra o vento e a dispersão de pesticidas. O uso de bioinsumos no lugar de fungicidas tradicionais também faz parte da proposta, tornando a produção mais sustentável e valorizada no mercado internacional.

O projeto prevê ainda a seleção de variedades de uvas mais adaptadas ao novo sistema, com expectativa de aumento de até 30% no desempenho dessas cultivares em relação às convencionais. A meta é elevar a produtividade média dos vinhedos em 20%.

Apesar do investimento inicial nas lonas plásticas, a economia com a redução do uso de fungicidas pode chegar a 80%. A substituição do sombrite, material tradicionalmente usado, também representa economia para o produtor.

O projeto é financiado pela Fundação Araucária e conta com apoio do CNPq, além de parcerias com instituições como o IDR-Paraná, VINOPAR e universidades do Brasil e do exterior. As pesquisas serão realizadas em áreas experimentais em Marialva e em vinícolas na região de Curitiba, com participação de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado.

Fonte: operobal.uel.br

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