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Instituto Sou da Paz apresenta propostas de segurança pública para eleições

O Instituto Sou da Paz lançou nesta terça-feira (9) a campanha Vote pela Paz e a agenda eleitoral “Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade”. A iniciativa busca qualificar o debate eleitoral, incentivando candidatos a apresentarem planos consistentes e metas reais para a redução da violência no país.

Segundo a diretora-executiva Carolina Ricardo, a população está cansada de promessas simplistas e deseja resultados concretos em segurança pública. A agenda propõe ações aplicáveis tanto no âmbito estadual quanto federal, divididas em cinco eixos principais: proteção de meninas e mulheres, fortalecimento das polícias, enfrentamento ao crime organizado, redução dos roubos e retirada de armas ilegais de circulação.

Entre as propostas, destacam-se a valorização dos profissionais de segurança, o fortalecimento das investigações criminais, o uso responsável de tecnologia, a integração entre instituições e o combate ao tráfico de armas. A pesquisa do Sou da Paz mostra que 94% da população reconhece algum grau de violência em sua cidade, com mais da metade evitando sair à noite e um terço deixando de usar o celular nas ruas.

O levantamento também aponta que 82% das pessoas consideram as câmeras corporais uma tecnologia que protege policiais e ajuda a produzir provas, enquanto 73% acreditam que mais armas resultam em mais violência. Para 65%, o foco deve ser em uma polícia mais preparada, e não necessariamente em aumentar o efetivo.

O Instituto destaca ainda a necessidade de ampliar o combate ao crime organizado, que movimentou mais de R$ 350 bilhões nos últimos três anos, incluindo atividades como contrabando, garimpo ilegal e venda de combustíveis. A agenda defende maior integração entre órgãos como Receita Federal, Polícia Federal, Banco Central, Ministério Público e polícias estaduais, além de cooperações internacionais para combater a lavagem de dinheiro e mercados ilícitos.

Por fim, o Sou da Paz sugere que operações policiais em territórios sejam realizadas apenas em situações excepcionais, priorizando sempre a segurança da população e dos agentes envolvidos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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