A Biblioteca Pública Municipal de Londrina abriga um acervo de aproximadamente 70 mil obras, incluindo uma coleção de livros raros que preserva a memória histórica e cultural da cidade e do Paraná. Entre os destaques está o livro mais antigo do acervo, “Instructions générales en forme de catéchisme”, de François-Aimé Pouget, publicado em 1710. Outros exemplares notáveis incluem “Della natura de’ fiumi trattato fisico-matematico”, de Domenico Guglielmini, de 1739, e “Pensées sur l’interprétation de la nature”, de Diderot, de 1754.
Além desses, a coleção reúne obras de valor histórico, como “Obras de Luís de Camões”, de 1884, e “A Journey in Brazil”, de Louis Agassiz, de 1868. A consulta aos livros raros é permitida mediante justificativa, agendamento prévio e acompanhamento da equipe, mas não é possível retirar as obras do local.
Segundo o bibliotecário Marcos Moraes, o interesse pelas obras raras vai além da antiguidade, abrangendo também o valor histórico, especialmente de publicações relacionadas à história de Londrina e do Paraná. Esses livros são frequentemente procurados por estudantes, pesquisadores e interessados em conhecer a formação e o desenvolvimento da região.
O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, destaca que a preservação desses livros garante o acesso ao conhecimento histórico para as gerações atuais e futuras. O acervo é considerado patrimônio cultural, essencial para pesquisas e para a compreensão de diferentes períodos e autores.
A seleção das obras raras é feita pela equipe da biblioteca, que avalia critérios como data de publicação, primeiras edições, tiragens limitadas, contexto histórico e características físicas, como encadernação e ilustrações. Marcas de proveniência, como autógrafos e anotações, também são levadas em conta.
Por serem publicações antigas e frágeis, os livros recebem cuidados especiais, incluindo higienização periódica e acondicionamento em caixas de papel especial, livre de ácido e com reserva alcalina. Os exemplares são armazenados em armários fechados com portas de vidro, protegendo-os contra agentes biológicos e poluição, especialmente devido à localização central da biblioteca.
A consulta às obras raras é aberta ao público, mas exige justificativa, agendamento e acompanhamento. Durante o manuseio, são utilizados equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, para preservar a integridade dos livros. O acesso é realizado exclusivamente no local, sob supervisão da equipe responsável.
Para consultar uma obra rara, o interessado deve procurar a Biblioteca Pública Municipal de Londrina, situada na Avenida Rio de Janeiro, 413, e seguir o procedimento de acesso informado pela equipe. O acervo geral da biblioteca também oferece outros livros para consulta e empréstimo, seguindo regras específicas para cada categoria de obra.
Fonte: blog.londrina.pr.gov.br









