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Flávio Bolsonaro agradece Milei e Trump em carta após deixar o Brasil

Flávio Bolsonaro agradece Milei e Trump em carta após deixar o Brasil e critica decisões do STF e do TSE sobre as eleições.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi derrotado nas últimas eleições presidenciais, divulgou uma carta em que agradece o apoio dos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos, para sua saída do Brasil.

Após deixar o país rumo aos Estados Unidos, Flávio declarou inicialmente na carta ser o “verdadeiro presidente eleito do país”. Pouco tempo depois, o termo foi alterado para “líder do Brasil”.

No documento, o senador afirma, sem apresentar provas, que o resultado das eleições foi fraudado e critica a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação até as 19h. A medida atendeu a pedidos das campanhas do PL e do PT. No segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente com 64 milhões de votos, enquanto Flávio obteve pouco mais de 59 milhões.

As alegações do senador vão de encontro ao reconhecimento oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes internacionais sobre a legitimidade do pleito. O próprio partido de Flávio, o PL, reconheceu a vitória de Lula.

Flávio Bolsonaro também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o proibiu de sair do país e determinou a apreensão de seus passaportes, a pedido da Polícia Federal. O senador é investigado em dois inquéritos no Supremo, um deles relacionado a lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas e outro sobre o financiamento de um filme sobre seu pai.

Na carta, Flávio afirmou que pretende liderar a oposição ao governo brasileiro a partir dos Estados Unidos, alegando que poderá agir de forma que outros parlamentares do PL não conseguem.

A primeira versão da carta trazia o brasão da República com a palavra “Brazil” escrita com “z” e a denominação “Estados Unidos do Brazil”, forma que deixou de ser usada oficialmente em 1967.

Nos Estados Unidos, o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, ligado ao Partido Democrata, criticou a concessão de visto ao senador brasileiro, destacando o contraste com a política migratória aplicada a refugiados de conflitos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br