A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o parlamentar não cumprir a ordem judicial de entrega dos documentos. A decisão foi tomada depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes e proibiu Flávio de deixar o Brasil.
Até o momento, não há registro oficial de saída do senador do território nacional. Diante do descumprimento, a PF irá comunicar formalmente o ministro Alexandre de Moraes sobre a situação.
O cancelamento ocorre em meio a suspeitas de que Flávio teria cruzado a fronteira para a Argentina utilizando documento de identidade, com o objetivo de embarcar para os Estados Unidos em um jato executivo. O site argentino Infobae publicou que o senador estaria em Puerto Iguazú, cidade fronteiriça com o Brasil, de onde seguiria viagem para os Estados Unidos a bordo de uma aeronave da empresa Baires Fly S.A. Contudo, autoridades argentinas informaram não haver registro da entrada de Flávio no país.
Flávio Bolsonaro é investigado em dois inquéritos no STF. Em um deles, é suspeito de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, junto ao advogado Willer Tomaz. No outro, é alvo de apuração sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, encontra-se nos Estados Unidos, mesmo com um mandado de prisão em aberto no Brasil. Eduardo, ex-deputado federal, teve o mandato cassado e foi condenado a quatro anos de prisão por envolvimento em sanções contra autoridades brasileiras e questões relacionadas a exportações, em tentativa de evitar condenação do pai.
Apesar de Flávio ter contestado o resultado das eleições presidenciais de 2026 em seu primeiro discurso após a apuração, o Partido Liberal (PL) reconheceu publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito com mais de 4,4 milhões de votos de diferença.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




