Rafael Silva treina para ser o maior medalhista do Brasil no judô

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O judô simboliza algo que vai além do esporte, para o paranaense Rafael Silva, o Baby, da seleção brasileira. Tem a ver com disciplina, respeito, precisão e paciência para fazer bem feito.

Tendo iniciado tarde, aos 15 anos, na modalidade, acabou se dando bem, por inseri-la à própria filosofia de vida, muito calcada em conceitos orientais. Ele foi o primeiro judoca brasileiro a conquistar medalhas olímpicas na categoria acima dos 100 kg. Foram duas de bronze: uma em Londres, em 2012, e outra no Rio de Janeiro, em 2016.

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, caso conquiste uma medalha, não necessariamente a dourada, se tornará o judoca brasileiro com maior número de pódios olímpicos.

Diante de um desafio maior até do que ele, com seus 2m03 e 155 kg, seu objetivo, conforme disse ao R7, é, acima de tudo, chegar bem na competição. Até lá, terá os Jogos Pan-Americanos e o Mundial, também em Tóquio, em 2019, para se preparar e também obter a classificação olímpica.

“Penso muito em treinar não só para me classificar, mas para chegar em condições de conquistar uma medalha. Claro que tenho o objetivo de vencer, mas para mim o melhor caminho e o mais importante é chegar com competitividade.”

A meta de Baby é utilizar esta temporada de 2019 para se aprimorar rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Ele não nega que irá tentar o ouro. 

Atualmente atleta do E.C Pinheiros, de São Paulo, Baby se prepara para um ano de 2019 corrido. Logo em seguida aos Jogos Pan-Americanos, a equipe de judô terá de embarcar para o Japão, em busca de uma aclimatação para o Mundial.

“O mais complicado é a logística. A tendência é irmos direto de Lima para o Japão, sem nem voltar para o Brasil.”

Pelo fato de ter começado tarde no judô, Baby logo aprendeu a lutar em busca da vitória sempre, independentemente da competição. Aprendeu também a “treinar” durante as lutas, como se recuperasse o tempo perdido. Neste sentido, não vê diferença entre os Jogos Pan-Americanos e competições globais, como a Olimpíada e o Mundial.

“Em qualquer competição da qual participo, vou dar o máximo sempre para vencer e ir bem.”

Do interior para o mundo

Nascido em Rolândia, interior do Paraná, ele aprendeu desde cedo admirar a filosofia oriental. Iniciou no caratê, praticando este esporte dos 8 aos 15 anos. Isso foi outro fator que o ajudou a assimilar rapidamente a técnica do judô, por complementá-la com agilidade e rapidez.

Mas, como as aulas de caratê foram encerradas em sua cidade, quis continuar praticando um esporte de origem japonesa.

Foi, então, para o judô. E se identificou com o Esporte, incorporando uma competitividade muito rara para quem começou tarde na atividade. 

“Tive de recuperar o tempo em que fiquei sem a base e, para isso, treinei bastante. Assimilei técnicas e o que me ajudou a me tornar um atleta olímpico foi o fato dessa preparação tardia ter sido direcionada para o esporte de alto rendimento.”

Como na própria modalidade,  Baby aprendeu a usar o peso do adversário, neste caso, da adversidade, para se beneficiar.

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