Prefeito de Rolândia tenta provar que não praticou atos de corrupção

O prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB) justificou o aditivo promovido no contrato com a Empresa Vysa Transportes e Turismo, motivo de novo questionamento do Ministério Público (MP). Ele alega que a empresa é responsável pelo transporte coletivo na cidade e caso não houvesse esse aditivo, 20 mil pessoas poderiam ficar sem o transporte diário.

Francisconi foi alvo recente de um bloqueio de bens de até R$ 1,3 milhão decretado pelo juiz da Vara da Fazenda Pública de Rolândia, Marcos Rogério Cesar Rocha. Ao todo, o magistrado decretou a indisponibilidade de 12 réus, num valor total de até R$ 14 milhões, incluindo quatro empresas.

No despacho, o juiz Marcos César Rocha afirmou que são fartos os indícios de responsabilidade dos requeridos. Sobretudo porque os acordos de delação premiada, aliados aos documentos constantes no processo, revelam indicativos de que houve conluio entre os réus para a prática de fraude do procedimento licitatório da concessão de uso de bem público mediante o pagamento de valores indevidos, ou seja, propina.

E que há indícios suficientes de que houve a prática de atos ímprobos (não somente ilegais) por parte de todos os requeridos. Francisconi disse que já esperava a decisão sobre o bloqueio de bens. O prefeito de Rolândia disse ainda que espera provar que é inocente de todas as acusações.15

Lino Ramos
Redação Paiquerê