Peru: melhor central da Superliga é de Rolândia

    A jogadora de vôlei rolandense Paloma Lopes (24), foi considerada a melhor central na Superliga Peruana de Vôlei, segunda melhor liga da América Latina atrás apenas da brasileira, disputando pela equipe Regatas Lima. Em quatro meses no país, ela adquiriu muita experiência e reconhecimento como jogadora. 
    Fazendo faculdade em Santa Catarina, Paloma já estava quase desistindo do vôlei profissional quando um amigo a indicou para jogar no Peru, no mês de agosto de 2018, e um ex-treinador também a recomendou para a equipe. “Em novembro, entraram em contato comigo”, contou. Dois dias depois, ela recebeu todas as orientações sobre o local e contrato e aceitou jogar pela equipe.
    A jogadora deixou Blumenau, voltou para Rolândia e em menos de uma semana já embarcou para o Peru em 16 de novembro. Na semana seguinte, os jogos já começaram. Paloma disputou 20 jogos, já que as 10 equipes disputaram ida e volta. O período da competição também foi mais curto que a Superliga brasileira. 
    A rolandense fez amizade com brasileiras também estavam na competição por outras equipes, e com jogadoras estrangeiras que também a ajudaram com o espanhol. O treinador da sua equipe foi o brasileiro Marco Queiroga, que já estava no país há quatro anos. A peruana Vanessa também foi uma grande amiga e a ajudou a analisar suas estatísticas de jogo.
    Desempenho    O nível das equipes peruanas é equivalente ao dos últimos colocados da Superliga A no Brasil. “O nosso time era o melhor, mas não conseguimos nos entender como equipe, na parceria”, lamentou Paloma. Com isso, o desempenho acabou sendo prejudicado. “Perdemos poucos jogos, estávamos indo bem, todas começaram a evoluir. Mas chegou na fase final, ganhamos o primeiro set contra o oitavo colocado, perdemos o segundo e no terceiro eles viraram”, contou. Por fim, a Regatas Lima ficou em quinto lugar no campeonato, sendo eliminado nas quartas-de-final. 
 A surpresa da premiação    Pela eliminação precoce, Paloma não acreditava que receberia nenhum reconhecimento, mas os cálculos da organização a colocaram como a melhor central da competição. “Eles contam não só os acertos, mas as bolas que você tocou, que errou, é uma porcentagem de tudo”, detalhou. Ela estava assistindo a revelação dos melhores pelo YouTube com a mãe, a irmã e as sobrinhas já no Brasil, quando se surpreendeu com o prêmio. “Minha família tinha esperanças que eu ganhasse, mas eu não tinha”, declarou. Paloma ganhou dinheiro com a premiação – não tanto comparado aos dígitos do futebol masculino, mas já conseguiu ajudar sua família. “Foi a melhor coisa da minha vida ter ido”, resumiu a rolandense. 
    Como Paloma não tem empresário, vai contar com a ajuda do técnico Marco para conseguir um novo time, mas ainda aguarda o término de outras Superligas pan-americanas para analisar as propostas, até mesmo do Regatas. Ela está aproveitando os dias sabáticos para concluir sua habilitação e visitar amigos. A rolandense não considera que está no melhor momento da sua carreira no vôlei, mas reconhece uma grande evolução. “Tenho planos e sonhos de continuar no vôlei, mas se não acontecer, não será o fim do mundo”, concluiu.