Juçara. Menos conhecida, e badalada, que seu primo Açaí, fruto da palmeira tem mais antioxidante e já foi experimentada por alunos da rede municipal de Rolândia

Sandra Garcia, que é professora da UEL, está há muitos anos está pesquisando a juçara sempre fornecida pela Bimini e atualmente, seis de seus alunos já seguem a mesma linha de pesquisa – e todos acompanharam as gravações e estudos desta segunda (25). A aluna Carol não estuda diretamente a juçara, mas ajudou na coleta. Já Paulo produz sorvete com extrato da juçara, Maria Tereza estuda os compostos da juçara após a fermentação com bactérias benéficas, Fernanda trabalha o isolamento de bactérias do extrato de juçara e Juliana estuda a sobra do extrato e suas propriedades antioxidantes e antifúngicas. Todos puderam experimentar seu extrato na visita.

A juçara também se tornou alimento para alunos rolandenses por meio da ideia de Cintia Cristina da Silva Machado, nutricionista que atua na Central de Merendas de Rolândia e orientanda de Sandra no mestrado. A juçara da fazenda Bimini foi disponibilizada in natura para o experimento da nutricionista. “Viemos aqui na fazenda, colhemos a Juçara, fiz a polpa. Juntei essa polpa com linhaça, banana, um pouco de açúcar e probióticos, fazendo tipo de um geladinho que oferecemos para as crianças”, contou.

Mais de 700 crianças do 1º ao 5º ano em 12 escolas municipais de Rolândia experimentaram a Juçara dentro da alimentação escolar no final de 2017. O teste de aceitabilidade do geladinho de juçara teve resultado positivo. “Tivemos 88% de aceitação desse geladinho entre as crianças e para introduzir na alimentação escolar, precisa ter no mínimo 85%”, revelou a nutricionista. No entanto, a introdução da polpa de juçara depende de certas burocracias. “A polpa teria de ser adquirida com os produtores, mas não temos produtores de quem adquirir”, lamentou Cintia.