Em uma segunda agitada, fazenda de Rolândia recebe gravação de documentário, aulas sobre espécies arbóreas e degustação de extrato de juçara

A Fazenda Bimini recebeu visitantes ilustres na segunda (25) em uma manhã de troca de conhecimentos diversos em ecologia. Uma equipe da TV franco-alemã ARTE fez gravações para um documentário sobre o Rio Paraná em paralelo com muitas descobertas sobre árvores e como as florestas têm a capacidade de promoverem a infiltração das chuvas e cuidarem da recarga dos corpos hídricos.

Os alemães Sebastian Saam (diretor), Christoph Goldmann (áudio) e Leif Karpe (câmera), da TV Arte, concluíram a gravação na terça-feira (26) e foram só elogios ao local. “Bimini é encantadora… um oásis do entendimento, da transformação, da visão”, registraram com suas assinaturas no livro de visitas da fazenda. A equipe seguiria para a Argentina e para o Uruguai para fazer mais filmagens, que comporão as três partes do documentário sobre o rio Paraná.

O escritor e pesquisador ambiental Dr. Paulo Ernani destacou que, no dia 20 de fevereiro, a parceria dele com a Fazenda Bimini completou 23 anos, no aniversário do arboredo 1 no local. “O 2 tem 12 anos e o 3 tem 11”, acrescentou. No total, há 300 espécies somando os três arboredos. “No três, a leiteira dois irmãos [uma espécie de arboreto] está tomando conta e não consigo achar nem mais onde as árvores estão plantadas”, revelou o pesquisador. Paulo levou os convidados a uma caminhada mostrando as espécies que existem na Bimini.

A professora de biologia Bruna Karla Rossaneis, 31 anos, levou 40 alunos do 3º ano do Colégio Estadual Presidente Kennedy para conhecer a Bimini. “O mais importante é o contato com a terra, porque os alunos e jovens de maneira geral têm perdido essa identidade com a terra e contato com a natureza”, apontou. Além da vivência, os jovens que estão em ano de prestar o vestibular também puderam fazer um resgate de conhecimentos em ecologia em especial com a presença do pesquisador Paulo Ernani. “Eles estão absorvendo bem, já até perguntaram quando a gente volta, querem outros temas para trabalhar com o ambiente”, ressaltou Bruna.