A equipe de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, anunciou que irá formalizar uma denúncia contra a Meta na Organização dos Estados Americanos (OEA) por possível interferência nas eleições presidenciais brasileiras.
Segundo Camilo Santana, coordenador da campanha, a decisão foi tomada após relatos de restrições no alcance de postagens e limitações de recursos em perfis ligados ao candidato nas plataformas da Meta, como Instagram e Facebook.
A denúncia será encaminhada também à Agência Nacional de Proteção de Dados e a entidades internacionais. A campanha afirma que a atuação da Meta tem sido marcada por falta de transparência, especialmente no uso de inteligência artificial para moderar conteúdos e restringir buscas relacionadas ao candidato.
Durante reunião com representantes de partidos e organizações de defesa da democracia de 12 países, incluindo Argentina, Reino Unido, Chile, Estados Unidos, Espanha e Moçambique, a campanha buscou apoio para ampliar a repercussão do caso internacionalmente.
Relatos de usuários e testes realizados por veículos de imprensa apontaram respostas diferentes da inteligência artificial da Meta para candidatos distintos, além de instabilidades em recursos como repostagens e stories nos perfis de Lula.
A Meta, responsável por Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, foi procurada para comentar as alegações, mas não respondeu até o momento.
Especialistas destacam que, mesmo em casos de falhas técnicas, a responsabilidade de garantir a neutralidade das plataformas é das empresas desenvolvedoras. A legislação eleitoral brasileira proíbe que sistemas de inteligência artificial favoreçam ou prejudiquem candidatos de forma direta ou indireta.
Entidades como a Federação Nacional dos Jornalistas e a organização CTRL+Z já haviam registrado casos de restrições e banimentos em contas e publicações, muitas vezes sem justificativa clara por parte da Meta.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br










