A Prefeitura de Londrina anunciou um conjunto de ações para reduzir despesas e buscar o equilíbrio fiscal até 2026. O prefeito Tiago Amaral, acompanhado de secretários municipais, detalhou o Plano de Contenção e Reequilíbrio Fiscal em entrevista coletiva nesta terça-feira (29).
Segundo a administração, o município iniciou 2025 com um déficit orçamentário de R$ 300 milhões. Desse total, R$ 220 milhões já foram ajustados por meio de revisão de contratos, controle de horas extras, redução de imóveis locados, alienação de bens subutilizados e uma reforma administrativa em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Outras medidas implementadas incluem o programa Regulariza Londrina, recadastramento imobiliário, cobrança de dívidas, auditoria do ISS e ajuste na taxa de coleta de lixo. Essas ações já proporcionaram uma economia de R$ 40 milhões em 2026.
O prefeito destacou que despesas herdadas de anos anteriores, como repasses ao transporte coletivo e à Caapsml, continuam pressionando o orçamento municipal. Ele afirmou que o município está promovendo cortes para garantir a continuidade dos serviços essenciais sem comprometer a capacidade de pagamento.
Apesar dos esforços, a queda nos repasses do IPVA, Fundeb e Imposto de Renda em 2026, que somam R$ 124 milhões a menos, deve manter o déficit em torno de R$ 205 milhões ao fim do ano.
O secretário de Fazenda, Éder Pires, explicou que o contingenciamento será feito de forma individualizada, analisando contratos e operações caso a caso, com foco na eficiência e aumento da arrecadação. O objetivo é reduzir inadimplência, irregularidades e sonegação fiscal.
Nos últimos anos, Londrina enfrentou despesas superiores à arrecadação, o que limitou investimentos próprios. A continuidade de obras e melhorias só foi possível graças ao apoio financeiro do governo estadual, que liberou quase R$ 1 bilhão desde 2025.
O transporte coletivo é um dos principais desafios. O subsídio municipal à operação, criado em 2022, aumentou de R$ 37 milhões para uma previsão de R$ 177 milhões em 2026. Atualmente, 47% do custo total do sistema é bancado pela prefeitura, o que equivale ao orçamento anual de dezenas de escolas ou unidades de saúde.
Estudos apontam que apenas nove linhas de ônibus são superavitárias. Para racionalizar os custos, a prefeitura vai reduzir viagens em linhas deficitárias e ampliar o intervalo entre os ônibus, especialmente aos fins de semana, sem cortar linhas ou gratuidades.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Renan Salvador, afirmou que a meta é eliminar ônibus circulando vazios e otimizar a operação, o que deve resultar em redução do subsídio ainda este ano.
As medidas de contenção serão reavaliadas a cada 120 dias, e novas ações poderão ser adotadas conforme a necessidade, sempre priorizando a responsabilidade fiscal e a manutenção dos serviços públicos.
Fonte: blog.londrina.pr.gov.br









