A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), está desenvolvendo um projeto para reduzir a superpopulação de pombas-amargosas (Zenaida auriculata) no centro da cidade.
A iniciativa prevê a captura das aves em cooperativas agrícolas, locais onde elas se alimentam dos grãos armazenados, por meio do uso de caixas de contenção. O abate será realizado de forma humanizada, com empresas autorizadas pelo Ibama, em áreas afastadas da zona urbana, garantindo o tratamento adequado dos animais e a destinação correta das carcaças.
O projeto tem duração prevista de 12 meses, coordenado pelo professor Mário Luís Orsi, do Laboratório de Ecologia Aquática e Conservação de Espécies Nativas (LEACEN) da UEL. Os primeiros quatro meses serão dedicados ao levantamento populacional, seguido por oito meses de captura e controle.
Antes da execução, será realizado um censo populacional em quatro praças do centro, incluindo o entorno do Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon, principal local de descanso das pombas na cidade. O levantamento auxiliará na definição da escala das ações de manejo.
Segundo o secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, o controle da população é fundamental para reduzir riscos à saúde pública, como doenças transmitidas pelas aves, e minimizar os impactos ambientais causados pela superpopulação, como a contaminação de córregos e rios e a degradação urbana.
O biólogo Samuel Ávila Lorenço, integrante da equipe técnica do projeto, destaca que a escolha das cooperativas para a instalação das caixas de contenção é estratégica, pois as aves se concentram nesses locais para alimentação. A medida visa ampliar o alcance do controle populacional em comparação a iniciativas anteriores.
O projeto ainda será votado no Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) e, caso aprovado, o modelo de captação de recursos será discutido entre o município e o conselho. A etapa do abate também precisará de validação do Ibama e do Instituto Ambiental do Paraná (IAT).
Iniciativas anteriores não tiveram resultados satisfatórios, e o novo projeto pretende oferecer um controle mais efetivo, com monitoramento contínuo e relatórios técnicos mensais para a Prefeitura.
Fonte: operobal.uel.br










