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Exercícios físicos auxiliam tratamento de pacientes em hospitais psiquiátricos

Um projeto desenvolvido em parceria com o Hospital Vida está promovendo sessões supervisionadas de exercícios físicos para pacientes internados com transtornos mentais. A iniciativa, coordenada pelo professor Helio Serassuelo Junior, do Departamento de Ciências do Esporte, busca complementar o tratamento tradicional com medicamentos e psicoterapia, visando melhorar a qualidade de vida dos participantes.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, transtornos como depressão e ansiedade são problemas de saúde pública relevantes. O projeto, inicialmente voltado para pacientes com depressão grave, agora também atende pessoas em tratamento para esquizofrenia e outros transtornos mentais.

O objetivo do programa é atuar de forma complementar, sem substituir os medicamentos, utilizando exercícios multimodais que envolvem força, resistência, flexibilidade, equilíbrio e coordenação. Os resultados observados incluem melhora na socialização, higiene pessoal, disposição, qualidade do sono e participação nas atividades diárias.

Os exercícios são realizados com materiais simples, como colchonetes e halteres, tornando o programa de baixo custo para a instituição. A atuação dentro do hospital, com acompanhamento profissional, é considerada inovadora no Brasil e no mundo, com poucas referências semelhantes na literatura científica.

O doutorando Gustavo Baroni Araújo, participante do projeto, destaca que a iniciativa trabalha aspectos biológicos, psicológicos e sociais, incentivando a formação de vínculos entre os pacientes. A equipe utiliza até mesmo músicas escolhidas pelos participantes para tornar o ambiente mais acolhedor e promover o engajamento.

Devido aos resultados positivos, o projeto terá continuidade e será ampliado, com novas pesquisas previstas para o próximo semestre. Os pesquisadores ressaltam a importância de estratégias complementares para promover autonomia, reinserção social e qualidade de vida dos pacientes com transtornos mentais.

Fonte: operobal.uel.br

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