Um projeto da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está analisando como a inteligência artificial generativa pode ser utilizada como ferramenta nas práticas avaliativas do ensino superior. A iniciativa, coordenada pela professora Dirce Aparecida Foletto de Moraes, do Departamento de Educação, busca compreender de que forma a IA pode contribuir para a construção de experiências didáticas mais eficazes, especialmente no processo de avaliação dos estudantes.
O estudo parte da ideia de que a avaliação deve ser vista como parte do processo de aprendizagem, e não apenas como resultado final. O objetivo é promover evoluções contínuas por meio de feedbacks e autoavaliações, incentivando a autorregulação dos alunos. Para isso, cerca de 100 professores de sete universidades públicas do Paraná participam de encontros online quinzenais, onde discutem e desenvolvem práticas avaliativas com o apoio da IA generativa.
Segundo a professora Dirce Moraes, muitos docentes ainda não possuem o letramento digital necessário para utilizar essas novas tecnologias de forma crítica e pedagógica. O projeto propõe uma formação colaborativa, em que professores trocam experiências e constroem juntos novas formas de avaliação, considerando as possibilidades que a IA oferece tanto para alunos quanto para educadores.
A pesquisa se baseia na Teoria da Cognição Distribuída, que entende a tecnologia como parceira intelectual na construção do conhecimento. A IA generativa pode, por exemplo, ajudar estudantes a se autoavaliarem e receberem feedbacks personalizados, promovendo um aprendizado mais autônomo e reflexivo.
O projeto também discute a necessidade de repensar as práticas didáticas diante das mudanças trazidas pela cultura digital. Para a professora Dirce, negar o uso da IA não é o caminho, já que os estudantes utilizarão essas ferramentas fora da universidade e no mercado de trabalho. A proposta é buscar alternativas que integrem a IA de forma crítica e construtiva ao processo educativo.
Fonte: operobal.uel.br










