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Lula pede mais compromisso dos países ricos para combater desigualdades globais no G7

Durante a Cúpula do G7, realizada em Évian, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a necessidade de maior envolvimento das nações mais ricas na luta contra as desigualdades mundiais. Segundo Lula, a diferença entre países desenvolvidos e em desenvolvimento tem crescido, enquanto a solidariedade internacional diminui.

O presidente brasileiro, convidado para o encontro, afirmou que o sistema global gera riqueza, mas distribui oportunidades de forma desigual. Ele ressaltou que a tarefa dos líderes é corrigir essas distorções para garantir condições mais justas para todos.

Lula também chamou atenção para a redução de recursos destinados a organismos internacionais, como o Programa Mundial de Alimentos, a Organização Mundial da Saúde e o UNICEF, que sofreram cortes significativos em seus orçamentos no último ano. O presidente lamentou que, enquanto isso, os gastos militares globais chegaram a quase US$ 3 trilhões, valor que poderia ser investido em áreas essenciais como alimentação, saúde e educação.

De acordo com Lula, os países em desenvolvimento transferem anualmente US$ 1,4 trilhão em pagamentos de dívidas, montante muito superior à ajuda recebida das nações ricas. Ele reforçou que, apesar de diversas reuniões do G7 e G8 desde 2003, ainda não foram encontradas soluções coletivas e duradouras para esses desafios.

O presidente criticou políticas de desregulamentação e austeridade, afirmando que não trouxeram respostas eficazes para os problemas globais. Lula também mencionou a concentração de riqueza, citando que o primeiro trilionário do mundo possui mais recursos do que quase metade da população mundial.

Por fim, Lula ressaltou que o principal obstáculo não é a falta de recursos, mas sim a ausência de vontade política para implementar mudanças que possam reduzir as desigualdades e promover o desenvolvimento global.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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