Redes Sociais

Imagem de: Fábio Iwakura

Marketing

Ética nos negócios. Ter ou não ter?

postado em 30/01/2014 17:50:06

Vez ou outra somos pegos de surpresa com denúncias de práticas antiéticas – e muitas vezes criminosas – de grandes organizações. Trabalhos semi-escravos, produtos adulterados, corrupção, propaganda enganosa, cartéis são apenas alguns exemplos de atividades ilícitas das companhias que ganham a manchete da imprensa e causam furor na opinião pública.

A ganância, a irresponsabilidade e a visão de curto prazo de empresários e gestores vem manchando a imagem de grandes instituições, comprometendo a confiabilidade de grandes marcas, causando insatisfação de seus consumidores e colocando em xeque a seriedade dessas organizações.

Estamos na era da transparência. Os consumidores exigem, de seus fornecedores, total transparência neste relacionamento de troca. Os indivíduos necessitam, e querem, confiar naqueles que fornecem bens e serviços. Exigem ter garantias de que estão fazendo negócios com empresas sérias, idôneas e éticas. Por isso as empresas tem se preocupado tanto em se aproximar de seu público, desenvolvendo ações de responsabilidade sócio-ambientais, disponibilizando inúmeros canais de comunicação, desenvolvendo estratégias de marketing de relacionamento, dialogando com consumidores nas redes sociais.

Ao atuar de forma antiética, as organizações quebram essa relação de confiança. Por conseguinte presenciam seus clientes abandonando o barco. Os clientes se sentem “traídos” e injustiçados. Nada mais compreensível. A conseqüência disso é a redução de vendas e a queda de faturamento. Mas isso é apenas a ponta de um enorme iceberg, uma vez que podemos enumerar outras graves conseqüências àqueles que “pisam feio na bola” e cometem atitudes antiéticas. Podemos destacar algumas:

Denúncias da imprensa - a imprensa, de um modo geral, vem atuando como fiscais da sociedade. Qualquer denúncia é investigada e a imagem da empresa é exposta à opinião pública, causando sérios prejuízos à sua reputação. Mesmo não tendo qualquer fundamento, essa denúncia, até ser totalmente investigada, provoca conseqüências negativas à denunciada.

Multas milionárias para empresas irregulares - organizações comprovadamente culpadas por práticas antiéticas e ilícitas, são penalizadas monetariamente por entidades e órgãos regulamentadores. Há casos de empresas que decretaram falência por não ter condições de arcar com tamanho prejuízo financeiro.

Restrição às atividades de firmas de má conduta - uma das penalidades mais severas impostas às empresas antiéticas é a proibição da continuidade do seu negócio. Isso significa “fechar as portas” e encerrar as atividades.

Imprensa como fiscalizadora de práticas desonestas - constantemente os diversos órgão e veículos de comunicação - como TV, rádio e jornal – denunciam atividades ilegais de corporações relacionadas a práticas de dumping, cartéis, propaganda enganosa, sonegação de impostos, entre outros.

A empresa em questão vira alvo de escândalos, execração e críticas, não só dos jornalistas, mas também da opinião pública. Não podemos nos esquecer que a imprensa compõe um importante grupo de formadores de opinião, influenciando a maneira como os consumidores percebem as marcas e produtos.

 Compromete os negócios com parceiros comerciais - empresas dependem de outras empresas para o sucesso de suas atividades. Diariamente fazem negócios com outras empresas – fornecedores, distribuidores, prestadores de serviços. Que organização se sentiria à vontade em fazer negócios com uma empresa reconhecidamente antiética? Essa relação comercial certamente comprometeria a sua própria imagem. Sendo assim, as empresas antiéticas teriam sérias dificuldades em desenvolver transações comerciais com outras empresas.

Como é possível perceber, a postura do “levar vantagem em tudo” não cabe mais no mundo dos negócios. Pelo menos àquelas organizações responsáveis que buscam a sua auto-sustentabilidade, a confiança de seus parceiros e o respeito de seus clientes.

------

Fábio Iwakura é consultor de empresas, sócio-diretor da Elos Empresarial e docente dos cursos de graduação e pós-graduação.

Contato: fabio@elosempresarial.com.br – (43) 8404-0482

« Voltar

Anteriores