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Imagem de: Fábio Iwakura

Marketing

As Marcas e a sua (In)Segurança Alimentar

postado em 03/10/2013 09:13:09

O mercado exige marcas confiáveis e seguras, todos nós sabemos. Não há mais espaço para produtos de baixa qualidade, de origem duvidosa ou que gerem qualquer insegurança ao seus consumidores. Mas infelizmente não é bem isso que estamos presenciando, sobretudo nos últimos dias.

Em tempos de qualidade total e segurança alimentar, o que temos testemunhado são notícias sobre produtos alimentícios contaminados, seja por corpos estranhos ou por substâncias tóxicas.

Afinal, o que está acontecendo com as companhias? É uma denúncia atrás da outra. Exemplos recentes é que não nos falta para ilustrar essa situação. A “top ten” envolve uma das marcas mais valiosas do mundo, a Coca-Cola. Quem não tomou conhecimento do caso em que um consumidor encontrou (e ingeriu) em seu refrigerante restos mortais de um rato. Estamos falando da toda poderosa Coca-Cola, o refrigerante mais consumido no planeta, e até então, livre de qualquer desconfiança por parte de seu consumidor.

Mas temos outros casos tão conhecidos quanto esse. Citemos o incidente envolvendo o suco Ades, onde foi detectado a presença de produtos químicos prejudiciais à saúde humana. Ou o caso do achocolatado Toddynho, contaminado com detergente e que intoxicou algumas dezenas de consumidores. Também chocolates de marca famosa com inseto em seu recheio; pêlos de ratos encontrados dentro de uma embalagem de ketchup Heinz; filhote de rato morto no pacote da Elma Chips. E até uma embalagem de biscoito sendo encontrada no interior de uma garrafa de cerveja.

Uma onda de incompetência e desrespeito ao consumidor parece assolar o nosso mercado. Estamos presenciando tantos casos de insegurança alimentar, mas parece que nenhuma atitude séria e definitiva está sendo tomada por parte de nossos órgãos competentes. Não estamos seguros quanto aos alimentos que ingerimos. Falta rigor nas leis; falta maior controle de qualidade e melhor política de segurança alimentar nas empresas; sobra omissão do consumidor que poderia muito bem iniciar um boicote contra essas marcas criminosas. Pelo menos até que tudo tenha sido esclarecido.

De nada adianta as grandes companhias alimentícias investirem fortunas em campanhas de marketing se não conseguem entregar um produto seguro e de qualidade ao seu consumidor. Toda a sua reputação criada a duras penas fica comprometida quando escândalos como esses vem à público e se espalham nas redes sociais. O que justifica tamanha falha? Descuido no processo produtivo? Sabotagem de algum funcionário? Falta de uma programa eficiente de qualidade e segurança alimentar? Estamos falando de alimentos. O que, por si só, exige um altíssimo controle de qualidade.

Um fato relativo a esse assunto aconteceu comigo recentemente. Adquirimos em um supermercado da região salsichas em conserva de uma marca paulista, de distribuição nacional. Por sorte, antes de abri-la, identificamos um corpo estranho mergulhado no vinagre que conserva o produto. Para nossa surpresa, eis que uma mosca verde boiava entre as salsichas. Imediatamente tratei de registrar o produto (e a mosca) através de fotos e as postei nas redes sociais. Não satisfeito, produzi um vídeo caseiro e o disponibilizei em um conhecido site de compartilhamento de vídeos. Em pouco tempo, as fotos – e o meu relato -foram disseminadas entre os meus contatos virtuais. Por conta do acontecido, concedi entrevistas para três jornalistas de veículos de comunicação local, que cobriram o caso. Por fim, entrei em contato com a empresa fabricante do produto e relatei o “achado”. Em poucas horas, um representante da empresa estava à porta da minha residência substituindo o produto e levando a “prova do crime”. Desculpas à parte, o que ouvi do representante da empresa foi que a mosca intrometida possivelmente tenha vindo em um ingrediente (salmoura) vindo de um fornecedor. O fato é que esta marca não goza mais da minha confiança. E possivelmente muitos dos meus amigos e contatos sigam o meu exemplo.

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